terça-feira, 24 de julho de 2012

O desenvolvimento do país é possível sem Educação?

Euforia econômica, democracia estável e melhoria social. Estamos a cominho de virar uma potência? A resposta passa pela Educação

 ESPELHO MEU A década começa com muitas dúvidas sobre a cara que o país vai ter. Gráfico: Mariana Coan


Há não muito tempo - nos anos 1980, para ser mais preciso -, se o Brasil pudesse se olhar no espelho, enxergaria o reflexo de um país subdesenvolvido. Inflação galopante (inacreditáveis 1.782% em 1989), um sistema político frágil e índices sociais alarmantes (para ficar em um exemplo da Educação, uma em cada cinco crianças entre 7 e 14 anos estava fora da escola). Hoje, a imagem é outra. Preços sob controle (inflação de 5,9% no ano passado), democracia consolidada, crescimento recorde (previsão de alta de 7,5% no Produto Interno Bruto em 2010, maior valor desde 1986) e melhoria nos indicadores sociais (a taxa de atendimento dos 6 aos 14 anos subiu para 97,6%, em 2009).

Está na cara que o país avançou. Mas quanto? Já não é tão fácil definir que tipo de país somos. Será que a confiança se justifica e, finalmente, chegou a vez do "país do futuro"? Ou ainda estamos distantes de ingressar no seleto time das nações desenvolvidas?

Se avaliarmos o momento atual com um olhar histórico, não dá para negar que o cenário é positivo. No estudo A Pequena Grande Década: Crise, Cenários e a Nova Classe Média, da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, o economista Marcelo Cortes Neri mostra que, além do crescimento econômico, os índices recentes apontam a diminuição do fosso entre as classes sociais. Entre 2003 e 2008, a renda per capita dos 10% mais ricos aumentou 3,9% ao ano, enquanto a dos 10% mais pobres subiu, anualmente, 9,6%. Como resultado, 19 milhões de brasileiros saíram da pobreza. "Poderíamos chamar a primeira década do terceiro milênio como a da redução da desigualdade de renda, da mesma forma que a década de 1990 foi a da conquista da estabilidade, a de 1980, a da redemocratização, e a de 1970, a do crescimento", escreve Neri em Atlas do Bolso dos Brasileiros.

Mas o otimismo não é unanimidade. Em artigo para a revista Exame CEO, o economista Eduardo Giannetti classifica as elevadas taxas de crescimento de 2010 como um ponto "fora da curva". Segundo ele, o Brasil já vivenciou bons ventos no passado - a euforia desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitschek, entre 1956 e 1961 (crescimento do PIB de 8% ao ano), e o "milagre econômico", entre 1968 e 1973 (elevação anual do PIB de 10%) -, mas que não foram convertidos em uma prosperidade duradoura.

A preocupação expressa por Giannetti faz sentido. Para evitar que esse enredo volte a se repetir, nosso país tem de estar preparado para absorver os aumentos de demanda. Explicando melhor: quando um país cresce, ou seja, quando cada vez mais gente tem mais dinheiro para gastar, indústrias e empresas precisam produzir mais. Para fazer isso, os empreendedores necessitam, basicamente, de dois tipos de capital: o físico, relativo à infraestrutura (energia, máquinas e instalações adequadas), e o humano (braços e mentes para o trabalho). Quando a produção não acompanha o aumento da procura por determinado bem ou serviço, os problemas se multiplicam: déficit na balança comercial (situação em que as importações superam as exportações, pois não é possível encontrar o produto no Brasil), inflação (como aumenta a competição pela compra, os comerciantes podem cobrar mais) e os gargalos do crescimento (o que já ocorre na aviação civil - em aeroportos como o de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, as companhias requisitam, a cada hora, 12 pousos e decolagens a mais do que a capacidade máxima de operação).

Nesse ponto, Giannetti e Neri concordam que o caminho do desenvolvimento passa, inevitavelmente, pela Educação. Para suprir uma demanda cada vez maior e mais sofisticada, é fundamental qualificar a mão de obra. Se desejamos seguir a trajetória dos países de primeiro mundo, precisamos aumentar o número de pessoas com formação técnica e superior. Um desafio e tanto, já que menos de um terço da população brasileira possui graduação ou curso técnico, índice muito inferior à média de 44% da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta.

Enfrentar o desafio de melhorar a qualidade nesta década
NA EDUCAÇÃO, GARGALOS PARA CRESCER Ampliar o número de anos de estudo e melhorar a qualidade do ensino são providências essenciais para qualificar melhor a mão de obra. Gráfico: Mariana Coan
NA EDUCAÇÃO, GARGALOS PARA CRESCER Ampliar o número de anos de estudo e melhorar a qualidade do ensino são providências essenciais para qualificar melhor a mão de obra Fontes: Relatório De olho nas metas 2010 e Indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano
A lição de casa deve começar na Educação Básica. Não podemos mais fugir dos dois maiores obstáculos que se colocam para a evolução dessa etapa da instrução. O primeiro deles é ampliar o número de anos de estudo da população brasileira, ainda baixo (leia o quadro acima). Na década de 1990, alguns estudos chegaram a defender que, a cada ano a mais na escolaridade média de um país, o PIB medido seria entre 20 e 35% maior.

Pesquisas mais recentes, porém, têm encontrado resultados menos animadores, afirmando que a relação entre as duas variáveis não vale para todos os países (de fato, um ano de Educação no Brasil não equivale, infelizmente, a um ano de Educação na Finlândia). Isso direciona a atenção para o segundo obstáculo: melhorar a qualidade do ensino. Os últimos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) mostram que o desempenho dos alunos brasileiros não foi suficiente para nos tirar da rabeira nos rankings das disciplinas. E o relatório anual De Olho nas Metas, do movimento Todos pela Educação, indica que a grande maioria dos estudantes de 5º e 9º anos está muito abaixo do nível adequado para sua série.

Reconhecer que os problemas do desenvolvimento não desaparecem de um ano para o outro não significa abandonar a esperança. Ainda que a realidade limite o alcance dos sonhos, o desejo de mudança tem, sim, o poder de modificar o que há por vir. "No universo das relações humanas", diz Eduardo Giannetti, "o futuro responde à força e à ousadia do nosso querer". Concordamos que a Educação é essencial para entrar no primeiro mundo? Então, precisamos persistir no receituário das nações bem-sucedidas: valorizar o professor, aperfeiçoar o sistema de avaliação, focar a formação e investir em infraestrutura. Tudo começa com o desejo de chegar lá e continua com vigilância e fiscalização. No fim das contas, o país que veremos no espelho no fim desta década terá a cara que conseguirmos construir.

terça-feira, 17 de julho de 2012

 A importância do não pular fases


                                                     
Toda fase é muito importante para o desenvolvimento da criança e pular uma delas pode trazer consequências preocupantes no futuro. Há pais que acham que seu filho é mais esperto que o outro porque começou a andar sem passar pela fase do engatinhar.
Sabemos que cada criança tem o seu tempo e isso não deve ser motivo de preocupação, porém a criança tem que ser estimulada para que passe por todas as fases. Desde o seu nascimento é aconselhável que a mãe converse bastante com o bebê. O ato de conversar, de falar o nome dos objetos que está pegando é um estímulo ao desenvolvimento da linguagem. Pais que conversam bastante com seus filhos colaboram para que estes desenvolvam a linguagem com mais fluidez.
O mesmo deve acontecer quando o bebê estiver na fase do sentar, do engatinhar, do andar. Os pais devem estimulá-lo  a cumprir cada fase e não forçá-lo a pular a fase do engatinhar indo direto para o andar. Estudos realizados no Instituto de Educação da Universidade de Londres (Inglaterra) envolvendo 15 mil crianças durante os cinco primeiros anos de vida comprovaram que o atraso significativo do sentar-se ou do  engatinhar aos nove meses de idade originou dificuldades de aprendizagem aos cinco anos quando já estavam na escola.
Imagine então pular alguma destas fases.
É muito comum na Educação Infantil os pais pedirem para “avançar” o filho para a série seguinte porque ele é “esperto” e sabe “muitas coisas”. Porém é na Educação Infantil que habilidades vão ser estimuladas e desenvolvidas para que a criança passe por cada uma das fases, com bom desempenho. Somente ter desenvolvida algumas habilidades não quer dizer que a criança já está pronta para cursar o nível seguinte. A criança deve sempre ser analisada num todo e não em fatias ou pedaços.
O mais importante é que a criança nos primeiros anos de vida seja estimulada de forma prazerosa e que possa desenvolver suas competências e habilidades de forma natural.

Fonte: Educa Já

domingo, 15 de julho de 2012

Disciplina e a educação para a liberdade e responsabilidade


De acordo com Chagas (2001) devem coexistir na escola, a disciplina e a educação para a liberdade e responsabilidade. A liberdade não é o direito de fazer o que se quer, mas sim, fazer o que se deve.
A autora entende que a liberdade de um indivíduo não deve ser usada em prejuízo do bem estar da comunidade, pois ninguém tem o direito de ferir a liberdade do concidadão. O que deve existir é um ajustamento entre a personalidade do aluno e a organização educacional. A disciplina escolar não deve ser um conjunto de regras negativas: é preciso fazer isto”, ‘é proibido fazer aquilo’. Ao contrário, a disciplina deve ser funcionaL dinâmica e realizadora, isto é, derivar espontânea e funcionalmente da atividade escolar e do bom funcionamento da Instituição.
Rejeitados os métodos antigos e autoritários, surgiram o que a literatura especifica chama de educadores progressistas: evitam uma intervenção autoritária na vida dos educandos, procuram orientar, dialogar e apelar para um comportamento racional. Abrem mão de toda autoridade e pedem aos alunos compreensão e cooperação.
A falta de firmeza dos educadores, leva a criança a impor a sua vontade. E determina o que vai comer, o que vai vestir, que programa assistir na televisão, como deve ser mobiliado seu quarto.
Acostumados desde cedo a impor sua vontade, a criança e o adolescente não aceitam ser contrariados. A reação bem conhecida é espernear, gritar, chorar ou alegar doença. E acabam por praticar atos mais graves que preocupam a todos.




No dicionário, o termo disciplina pode ser definido como regime de ordem imposta ou livremente consentida. Ordem que convém ao funcionamento regular de urna organização (militar, escolar, penitenciária, etc.). Relações de subordinação do aluno ao mestre ou ao instrutor. Observância de preceitos ou normas. Submissão a um regulamento”. E, o termo disciplinar, o ato de ‘sujeitar ou submeter à disciplina: fazer obedecer ou ceder; acomodar, sujeitar; corrigir’. já o termo indisciplina refere-se ao “procedimento, ato ou dito contrário à disciplina; desobediência, desordem, rebelião’. Sendo assim, indisciplinado é aquele que “se insurge contra a disciplina N (FERREIRA, 1986, p. 595)
Há dois aspectos importantes no conceito de disciplina:
a) a disciplina interna, pessoal, no campo da consciência e da moral, relacionada com atitudes interiores;
b) a disciplina externa, de caráter social, que preside e constitui as atitudes e comportamentos externos, no meio de um grupo ou comunidade.
Para que este último não se desvirtue e conserve seu caráter de meio educativo, é necessário que se fundamente na disciplina interna, composta de decisões, propósitos, hábitos mentais e morais orientados reflexivamente para a ordem escolar, reconhecendo seu valor intrínseco.
Se deduz que a disciplina não consiste apenas numa acomodação exterior e formalística às diretrizes e normas de um regulamento escolar. A disciplina supõe uma adesão interior, isto é, numa certa orientação consciente da vontade com relação aos hábitos individuais e coletivas como válidos para atividade escolar. É bem possível que pela coação exterior e não tem fundamento na vida interior do homem, a disciplina torna-se inautêntica, precária e muitas vezes explosiva.
Chagas (2001, p. 11) define a disciplina escolar como sendo: “um conjunto de regras que devem ser obedecidas para o êxito do aprendizado escolar. Ela é uma qualidade de relacionamento humano entre o corpo docente e os alunos em uma sala de aula e, conseqüentemente, na escola.”
Pode-se definir assim, que disciplina, como sendo o acontecimento da aprendizagem em sua plenitude, dentro de uma dinâmica organizada e orientada pelo professor, cujo desenvolvimento não depende de um padrão pré estabelecido. Ao contrário da indisciplina, que é percebida como um estado gerado pela ociosidade dos e alunos e seu desencanto na escola.
O professor possui autoridade, e não deve usá-la de forma abusiva, mas por ela, apresentar suas idéias, conhecimentos e experiências, sem desrespeitar o conhecimento do grupo, sempre encorajando-os à participação, encarando-os como sujeitos conscientes e responsáveis pelo seu próprio processo de aprendizagem.
O educador deve procurar organizar o ensino a partir de desafios que solicitam a ação dos alunos e as trocas interindividuais com vista à reflexão, à discussão e à busca das soluções conjuntas. O professor favorece o desenvolvimento da iniciativa e da autonomia do educando na medida em que problematiza, orienta e questiona as situações problemas, estimulando-o para a participação do processo de decisão.
Ao mesmo tempo, ele favorece às vivências de atitudes de cooperação entre alunos promovendo o desenvolvimento do senso de justiça em substituição à norma de obediência. Promove, portanto, o fortalecimento da vivência de relações democráticas asseguradas pela participação responsável e comprometidas do grupo e pelo desenvolvimento do respeito mútuo entre os alunos e entre o educador e o grupo que coordena, como podemos constatar no diálogo de (FREIRE e SHOR), "o educador deve estabelecer uma relação dialógica com seu aluno e abrir espaços livres para que participe, pois é impossível ensinar participação sem participação".
Entende-se portanto, que para definir disciplina na escola, é necessário considerar uma série de questões sociais atuais e rever o comportamento de muitos profissionais da educação.
Escrito por *Denise* às 21h51
 
 
 http://marismartins.blog.uol.com.br/index.html

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Relatório para creche 

Referência Educando Com Carinho

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http://youtu.be/MrGy_hnv5x8
fonte espaço educar.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

              Síndrome de Down x Inclusão Escolar!

ImageChef.com
Abordar a Temática da Síndrome de Down,nos remete forçosamente á reflexões acerca da Inclusão escolar;bem como,de todas as dificuldades organizacionais que a permeiam.Quer seja na Escola Pública ou Particular,percebemos que muitos avanços precisam ainda ser obtidos.As Escolas apresentam algumas condições mínimas de Trabalho,alguns Professores preparam-se para atuarem em sala de aula,certos materiais são adquiridos para subsídio de algumas ações escolares,mas,o Problema continua existindo,ou melhor,as dificuldades continuam,haja vista,a Inclusão de alunos com Síndrome de Down requer além de investimentos materiais,muito Carinho,Conhecimento técnico e muita boa Vontade dos Profissionais que destinam-se à este Sacerdócio. Inserir uma Criança portadora de Síndrome de Down no Contexto Escolar,exige de todos os envolvidos muita Cooperação! Nesta grande empreitada,a que chamamos "Socialização"os elos precisam estar cada vez mais unidos e totalmente reforçados! Estes grandes Elos,servirão como alicerce fundamental para o sucesso das Ações,bem como;da efetividade de resultados significativos a serem obtidos por todos, ( Aluno,Escola,Família). Atualmente,  acreditamos que muito sabemos a respeito da Síndrome de Down ,de suas especificidades e das possibilidades de crescimento cognitivo de seus Portadores.Não sabemos nada!Nada mesmo! Só estamos enxergando apenas," A PONTA DO ICEBERG!" A MÍNIMA PONTA MESMO,ACREDITEM! As Escolas trabalham a Inclusão com algum conhecimento de causa,contudo,ainda serão necessárias sérias e contínuas intervenções reais em seus Conteúdos Programáticos,em suas Grades Curriculares,Regimentos,Projetos Político-Pedagógicos;em suma,a resignificação maior,ainda está por vir realmente. Fonoaudiólogos,Psicólogos,Fisioterapeutas, Psicopedagogos,além de outros profissionais deixarão de ser algo relativo,e passarão a ocupar um Espaço absoluto no Cenário da Inserção Escolar das Crianças com Necessidades Especiais,sejam elas,Ricas ou Pobres,Brancas ou Negras,pertencentes á Rede Pública ou Privada. Com a chegada deste grande dia,poderemos realmente afirmar que, a Inserção Escolar verdadeira está acontecendo no nosso País.                            
 Nós Coordenadores(as) Pedagógicos temos a grande responsabilidade de fazer com que as "Coisas realmente aconteçam nesse sentido!" Ou seja,precisamos reforçar as possibilidades de ensino para os Nossos Professores,estimularmos novas Metodologias;bem como,solicitar das Secretarias de Educação dos Nossas Cidades,Estados ou Municípios mais cursos de Formação continuada,afim de que,maiores Progressos consigam ser alcançados no Campo da Aprendizagem das Nossas Queridas Crianças Especiais!
 
 
referência Cantinho do Coordenador Pedagógico
 


Coordenadoras em ação | Nova Escola

Coordenadoras em ação | Nova Escola

domingo, 24 de junho de 2012


        DEVER DE CASA: DICAS PARA PAIS E PROFESSORES

Não é nada fácil para alguns pais e filhos o momento da lição de casa. Falta tempo, conhecimento do assunto, materiais e muito mais.
Nessa novela cotidiana, existe a função da escola, do aluno e da família. Quem é quem e qual o papel de cada um nesse momento tão importante na vida do estudante?
Na verdade, a melhor pergunta seria: qual é o papel central da família na execução das tarefas escolares em se tratando de lição de casa?



Bom, é preciso saber que é de suma importância o acompanhamento dos pais nesse momento da vida dos alunos. A lição de casa faz parte da vida escolar de grande parte dos mesmos, fazendo necessário a presença da família, auxiliando nas dificuldades apresentadas. Em se tratando de lição de casa, uma das coisas mais importantes é saber que a tarefa é  de responsabilidade do aluno, por esse motivo, é preciso ajudar o mesmo a criar uma rotina de estudos, mas, nunca realizar a tarefa no lugar dele.
Acho que é de extrema importância a toda a comunidade escolar, não só da nossa região, mas de todos quantos almejam aprender mais sobre esse assunto. É de suma importância conversar com os pais e propor condições para o sucesso dessa tarefa.
DICAS:
Dicas para a Escola e para os Professores
1 – Evite que os pais interfiram na lição de casa, como corrigir ou até mesmo fazer por eles. Nesse sentido, oriente para que os mesmos possam dar suporte e orientações necessárias para que o aluno consiga executar sua tarefa, por isso, nunca faça por eles.
2 – Evite culpar as famílias no acompanhamento do aluno sem saber da situação em que vivem. Investigue as condições de vida dessa família e veja o que pode fazer para ajudá-las.
3 – Não culpe um aluno por não ter feito lições que exigem o que o mesmo não tem em casa (internet, computador etc). Disponha aos alunos momentos na escola para pesquisas na biblioteca, sala de informática entre outras, sendo assim, se sentirá mais realizado, dê acompanhamento se o mesmo precisar.
4 – Não reclamar à família toda vez que uma tarefa não é feita, evite a punição dada a cada tarefa não realizada. Diga aos pais que se o aluno ou eles mesmos não conseguiram, pelo menos tentaram. Ninguém consegue fazer o que ainda não sabe, é um processo que leva tempo. Incentive, encoraje.
5 – Evite cobrar dos pais uma ação mais efetiva que os mesmos aprendam. Mesmo que os pais tenham conhecimento, a tarefa de ensinar, pertence a escola (professor).
Dicas para Pais
1 – Desenvolva o hábito de observar o caderno de seu filho e se o mesmo trouxe lição para casa.
2 – Na hora da lição, procure desligar som, tv, dvd, etc. A concentração é muito importante.
3 – Proporcione um horário e lugar agradável e confortável (seja qual for).
4 – Acompanhe seu filho nas tarefas, apenas como informante (não faça nada por ele).
5 – Intercale momentos de lazer e descanso. Cada criança tem um tempo limite de concentração. Tenha cuidado com isso. Não  transforme  o momento harmonioso em tenebroso.
6 – Procure recursos para auxiliar a prática da lição ( Dicionário, livros, Internet, etc. )
7 – Desafie seu filho  com alegria, promova um ambiente de alegria.
8 – Tarefa não é castigo, é um momento que faz parte da vida.
9 – Deixe que seu filho traga colegas para fazerem atividades juntos (essa troca de experiência é de grande valia).
10 – Lembre-se: ninguém nasce sabendo e cada criança é singular dentro de suas capacidades  em aprender, não compare seu filho com outros alunos que fazem mais rápido. Nunca o chame de burro ou outro nome que o ridicularize e o humilhe.
11 – Aprender exige paciência. Então… tenha calma.
12 – Procure se seu filho apresenta alguma dificuldade de aprendizado. Pela ajuda e  orientação de profissional específico (comunique a escola).
Dicas para Alunos
01 – A lição de casa é de sua responsabilidade, não as jogue para seus pais.
02 – Por mais chato (que talvez pareça) a lição de casa é um grande reforço e aliado ao seu desenvolvimento escola, procure realizá-la com mais prazer.
03 – Não acumule tarefas. Tem tempo sobrando?  Aproveite e faça o quanto antes possível.
04 – Procure desenvolver o hábito de pesquisar em livros e dicionários.
05 – Procure não fazer cópias nas respostas das lições (a não ser que seja pedido). Use sua criatividade.
06 - Não faça de qualquer jeito, faça o melhor que puderes, no final que sai ganhando, é você mesmo.
07 – A internet pode te ajudar, use-a com sabedoria (plágio… é crime) pesquise, leia, crie seus próprios comentários.
08 – Só peça ajuda aos seus pais (outros) quando realmente precisar.
09 – Procure relaxar no meio das lições. Tá nervoso? faz um lanche. Ande no pátio, escute uma música. Você restabelecerá os ânimos.
10 – Faça o que pode fazer. Não ultrapasse seus limites. Caso não consiga realizar uma tarefa, não se desespere, o importante é que você e sua família tentaram. Converse com seu professor sobre isso e peça mais um tempo.
Fonte: Raimundo Soares de Andrade
Pastor e Coordenador Pedagógico da Escola Estadual Profª Eunice Souza dos Santos

DEVER DE CASA: DICAS PARA PAIS E PROFESSORES


Muitas vezes o dever de casa torna-se o principal ponto de conflito entre escola e família, professores e alunos, pais e filhos. É inegável a importância deste instrumento para o desenvolvimento do hábito do estudo e da pesquisa, da disciplina intelectual, além de servir como extensão das atividades escolares, cuja carga horária é tão reduzida no Brasil. Mas como fazer para que esta atividade não se torne um pesadelo na vida dos estudantes e da família?
Os fatores que levam ao stress em torno das tarefas de casa são muitos: falta de tempo dos pais, dificuldade em impor regras e limites, falta de diálogo com a escola, dificuldades de aprendizagem, inadequação das tarefas, falta de material ou infra-estrutura em casa, etc. Elaborei, então, algumas dicas com base em minha experiência. Desafio pais, professores e estudantes a darem seu depoimento, acrescentarem itens ou modificarem a lista que se segue:
1) Organizar o espaço – É importante que a criança/adolescente tenha um espaço próprio para estudar, com seus materiais, livros, revistas, tesoura, cola, lápis de cor, etc. Se estiver tudo espalhado, faltar material e se a cada dia a tarefa for realizada em um local diferente é mais difícil para o aluno se organizar e criar o hábito. A organização externa ajuda a organização interna! Caso não seja possível um espaço exclusivo para o estudo (como uma escrivaninha ou mesa de estudo), sugiro organizar um “cantinho” onde todo o material fique disponível, de preferência próximo ao local onde o estudante realiza as tarefas (que deve ser uma mesa, nunca a cama ou sofá).
2) Limitar o tempo – As crianças e os adolescentes (muitos adultos também) têm dificuldade em organizar o tempo. Se deixar por conta deles, possivelmente não conseguirão administrar a tv, as brincadeiras, o computador, as atividades extras e o dever de casa. Brigar com eles no final do dia não fará com que no dia seguinte consigam fazê-lo. É preciso aprender a administrar o tempo. Uma boa maneira de fazer isto é estabelecendo um horário para o dever de casa. É importante que este horário tenha início e fim bem definidos, mesmo que nos primeiros dias o aluno não consiga completar as tarefas. Neste caso explique a situação na escola (mas ele deve sofrer as conseqüências). Se o tempo não for limitado pode acontecer de o estudante estender-se muito na tarefa, o que costuma ser classificado como “enrolação”, e na verdade é novamente a dificuldade de organização de tempo. Aos poucos ele conseguirá concluir as tarefas no tempo delimitado. Sugestões de horários de estudo de acordo com as séries escolares: educação infantil e 1º. ano: 15 a 20 minutos; 2º e 3º anos: 30 a 40 minutos; 4º, 5º e 6º anos: 50 a 60 minutos. 7º ano em diante: 1 e 1/2h a 2 horas.
3) Verificar o nível de dificuldade – O dever de casa deve ser uma tarefa dos alunos, não dos pais. Muitos pais, na angústia de perceber a dificuldade de seu filho, ou de ser cobrado pela escola, acabam fazendo as tarefas pelos filhos. Fazer o dever pela criança a torna dependente, insegura (muitos continuam fazendo os trabalhos dos filhos na universidade!) e não a ajuda na escola. Caso os professores não percebam que foram os pais que fizeram, acreditarão que o aluno está entendendo tudo e seguirão adiante. Se um estudante não está conseguindo fazer, sozinho, as atividades, o melhor é procurar o(s) professor(es) e conversar, estabelecer juntos estratégias.
4) Melhorar a comunicação escola/família – É freqüente a queixa das crianças quanto a “maneira” de explicar dos pais e da escola. Os pais aprenderam de outra forma ou não lembram de determinado conteúdo, sem falar que não têm, muita das vezes, didática. – e não são obrigados a ter! Os pais devem acompanhar as tarefas escolares dos filhos, mas quem deve ensinar é a escola. Isto deve ficar bem claro. A escola e a família devem trabalhar em parceria ao invés de jogarem a culpa um em cima do outro. (muitas vezes os pais falam mal da escola na presença dos filhos – geralmente quando estão nervosos, cansados e na hora do.... dever de casa!). A escola, por sua vez, cobra dos pais as tarefas feitas, não levando em conta que os pais nem sempre sabem como fazer. Ao invés de ouvirem, orientarem, apenas cobram, aumentando a sensação de fracasso na educação dos filhos.
5) Verificar o grau de interesse - Pais e professores devem estar atentos ao interesse das crianças/jovens pelas tarefas de casa. É um grande desafio para os professores, mas é possível fazer com que as tarefas sejam mais interessantes, menos repetitivas. Escolher temas atuais, explorar os recursos da mídia, da internet, criar desafios, competições saudáveis, expor os trabalhos, são algumas idéias que podem facilitar esta tarefa. Um outro recurso importante é fazer com que os próprios alunos avaliem as tarefas de casa uns dos outros. A cobrança do grupo é muito mais eficaz que a do adulto. Os pais também podem contribuir para o dever de casa ser interessante na medida em que eles também se interessam, perguntando, elogiando, comentando, contribuindo.
6) Ampliar a oferta de leitura - Hábito de leitura é fundamental para o dever de casa, para o sucesso escolar e futuramente profissional do estudante, mas é difícil desenvolver o hábito se a própria família não lê. Os pais ensinam mais através dos atos do que das palavras. Verificar em casa como anda o hábito de leitura pode ajudar o estudante nas tarefas de casa. Assinar um jornal, uma revista, ir à livraria, à biblioteca... Vale tudo: gibi, filme com legenda, revistas, não importa o assunto, o importante é ler. Lembrando que não é apenas mais um gasto, mas um investimento no futuro! Quem lê escreve com menos erros, amplia o vocabulário e passa a ter mais facilidade na escola e no dever de casa.
fonte Lápis de Cor

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012




A maior cordilheira
Cordilheira dos Andes, na América do Sul, com 8 mil quilômetros.
A maior ilha
Groenlândia, com 2.175.600 km2.
A montanha mais alta
Mauna Kea, no Havaí, tem 10.203 metros a partir do fundo do oceano Pacífico. Se for considerado apenas o pedaço que fica acima do nível do mar, a montanha conta com 4.205 metros.
A principal queda d'água
Angel, na Venezuela, com 979 metros de altura.
O lago mais alto
O mais alto lago navegável é o Titicaca, no Peru, 3.811 metros acima do nível do mar.
O lago mais profundo
Lago Baikal, Rússia, com 1.620 metros.
O maior golfo
Golfo do México, com 1.502.200 km2.
O maior lago
Mar Cáspio, entre Rússia e Irã, 372.000 km2 e 980 metros de profundidade.
O maior rio em extensão
Amazonas, com 7.025 quilômetros.
O maior vulcão
Gallatiri, Chile, com 6.060 metros.
O oceano mais profundo
Oceano Pacífico, com uma profundidade média de 4.267 metros.
O ponto mais alto
Monte Everest, no Himalaia, fronteira entre Nepal e Tibete, 8.850 metros acima do nível do mar.
O ponto mais baixo
Mar Morto, entre Israel e Jordânia. A superfície da água está 396 metros abaixo do nível do mar.
O ponto mais chuvoso
Monte Waialeale, no Havaí, com uma média anual de 11.680 mm.
O ponto mais frio
Estação de Vostok, na Antártida, -89,2ºC (21/07/1983).
O ponto mais quente
El Azizia, Líbia, 58ºC (13/09/1922).
O ponto mais seco
Deserto de Atacama, no Chile, sem chuvas do ano de 400 a 1971.