quinta-feira, 26 de julho de 2012

Por que jovens de 15 a 17 anos estão na EJA

Conheça os motivos que fazem com que adolescentes estudem na Educação de Jovens e Adultos

Elisângela Fernandes (novaescola@atleitor.com.br). Colaboraram Anderson Moço, de Juazeiro do Norte, CE, Aurélio Amaral, de Sertãozinho, SP, Beatriz Vichessi, de Marabá, PA, Rodrigo Ratier, de Teresina, PI, e Verônica Fraidenraich, de Curitiba, PR


Ilustração de Fabrícia Batista com fotos de Benonias Cardoso, Gustavo Lourenção, Janduari Simões, Marcelo Almeida e Raoni Maddalena

A presença de adolescentes na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Ensino Fundamental é preocupante: quase 20% dos matriculados têm de 15 a 17 anos. O número de alunos dessa faixa etária na modalidade não tem sofrido grandes variações nos últimos anos, apesar da queda no total de matrículas (28,6%). Dados da Ação Educativa com base nos Censos Escolares indicam que, em 2004, eram 558 mil estudantes e, em 2010, 565 mil. O cenário tem chamado a atenção dos especialistas da área. Por que esses adolescentes estão frequentando a modalidade, em vez de estar na Educação Básica regular? São vários os motivos (leia na última página os depoimentos de 13 estudantes). Alguns extrapolam os muros da escola, enquanto outros têm a ver diretamente com a qualidade da Educação, ou seja, envolvem o Ministério da Educação (MEC), Secretarias Municipais e Estaduais, gestores e, é claro, os professores que lecionam na modalidade.

Três grandes questões sociais fazem com que, todos os anos, muita gente desista de estudar ou então deixe a sala de aula temporariamente:

- Vulnerabilidade Muitos estudantes enfrentam problemas como a pobreza extrema, o uso de drogas, a exploração juvenil e a violência. "A instabilidade na vida deles não permite que tenham a Educação como prioridade, o que os leva a abandonar a escola diversas vezes. Quando voltam, anos depois, só resta a EJA", diz Maria Clara Di Pierro, docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

- Trabalho A necessidade de compor a renda familiar faz com que muitos alunos deixem o Ensino Fundamental regular antes de concluí-lo. O estudo Jovens de 15 a 17 Anos no Ensino Fundamental, publicado este ano na série Cadernos de Reflexões, do MEC, revela que 29% desse público que está matriculado do 1º ao 9º ano já exerce alguma atividade remunerada, sendo que 71% ganham menos de um salário mínimo. A dificuldade de conciliar os estudos com o trabalho faz com que mudar para as turmas da EJA, sobretudo no período noturno, seja a única opção.

- Gravidez precoce A chegada do primeiro filho ainda na adolescência afasta muitos da sala de aula, principalmente as meninas, que param de estudar para cuidar dos bebês e, quando conseguem, retornam à escola tempos depois, para a EJA. Assim, não estudam com colegas bem mais novos e concluem o curso em um tempo menor. Segundo a Fundação Perseu Abramo, 20% dos meninos que largaram os estudos tiveram o primeiro filho antes dos 18 anos. Entre as mulheres, esse percentual é de quase 50%. Dessas, 13% se tornaram mães antes dos 15 anos, 15% aos 16 anos e 19% aos 17 anos.

O sistema educacional e seus problemas

Os demais motivos que levam a garotada a se matricular na EJA têm a ver com a falta de qualidade do sistema de ensino e suas consequências:

- Reprovação e evasão O estudo do MEC aponta que a repetência de 17,4% na 7ª série e 22,6% na 8ª série só não é maior devido ao aumento da evasão escolar. Em 2005, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou que a taxa de evasão cresce continuamente ao longo dessa etapa de Educação (na 1ª série é de 1%, na 5ª, de 8,3%, e na 8ª, de 14,1%).

- Distância da escola no campo Reunir alunos da zona rural em uma só escola núcleo é uma saída das redes para garantir que os professores alcancem o número mínimo de aulas e reduzir os gastos com infraestrutura e transporte. Isso, no entanto, nem sempre é positivo para muitos dos alunos: a distância passa a ser mais um empecilho para que sigam estudando.

- Desmotivação Sem se interessar pelo que a escola oferece, vários adolescentes deixam de frequentar as aulas e só tempos depois retornam, cientes da importância dos estudos. Não só o currículo mas também a forma como ele é trabalhado provocam o desinteresse. "Às vezes, frequentar a igreja ou assistir à televisão são atividades mais atraentes do que o conteúdo das disciplinas", diz Eliane Ribeiro Andrade, professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ). Adequar as aulas às necessidades dos alunos que têm mais de 15 anos e ainda estão no Ensino Fundamental, e não esperar que o contrário ocorra, é um desafio. "Isso é possível quando são propostas diferentes estratégias para ajudá-los a superar as dúvidas e dificuldades do cotidiano", explica Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretária de Educação de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

- Decisão do gestor Trata-se da atitude irresponsável de empurrar casos considerados problemáticos para as turmas de EJA. Dessa forma, os diretores buscam se livrar da indisciplina e evitar que os resultados da escola nas avaliações externas piorem, o que impacta o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Um verdadeiro processo de higienização do Ensino Fundamental, que reconhece as turmas de EJA como algo menor e sem importância. Para superar o problema, é preciso investir em formação e conscientização dos gestores.


Solução para o problema está distante

Segundo Roberto Catelli Júnior, coordenador de projetos da Ação Educativa, a procura dos adolescentes entre 15 e 17 anos por vagas na modalidade deve se manter por um bom tempo, já que a taxa de conclusão do Ensino Fundamental na idade correta é muito baixa. Para ter uma dimensão do problema, somente seis em cada dez estudantes de 16 anos concluíram o 9º ano ou a 8ª série em 2009, segundo o movimento Todos pela Educação. "Os jovens que estão na EJA hoje já passaram pela escola regular e ela, por sua vez, não deu conta de garantir a eles a aprendizagem. Tempos depois, esses adolescentes retornam, dando mais uma chance para a instituição, que não pode desperdiçá-la", diz Cleuza.

Também podem estar entre os alunos da modalidade nos próximos anos aqueles que estão fora da escola atualmente. O mais recente levantamento a respeito feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que 570 mil meninas e meninos entre 7 e 14 anos estão excluídos do sistema educacional brasileiro. Na população entre 15 e 17 anos, são cerca de 1,5 milhão.

Em 2007, o Conselho Nacional de Educação (CNE) discutiu a possibilidade de elevar para 18 anos a idade mínima para o ingresso no Ensino Fundamental da EJA (hoje, é exigido ter 15 anos). A medida, que tinha como objetivo proibir o ingresso de adolescentes na modalidade, não foi aprovada pelo MEC. Para Elaine, da UFRJ, a decisão foi acertada. "Em um mundo ideal, a proposta é muito boa. Mas não podemos tirar a oportunidade de milhares de adolescentes de estudar. Quanto mais possibilidades de atender essa população, maiores as chances de garantir a permanência na escola e a conclusão dos estudos."

Assim, colocá-los muitas vezes em turmas em que estudam colegas idosos não chega a ser um problema. Quando a gestão funciona, os professores são bem formados e o currículo é organizado levando em conta a pluralidade de idades, o clima pode ser harmonioso, e o contato com pessoas de idades diferentes, positivo. Quando o jovem está sozinho em meio a colegas mais velhos, no entanto, sente falta de se relacionar com pessoas da mesma faixa etária. "Não há regra. O problema é que nem sempre os professores estão preparados para resolver os problemas que surgem, como conflitos de opiniões entre gerações diferentes", explica Maria Clara, da USP.

No âmbito mais amplo, no que se refere à gestão do sistema, os governos municipal, estadual e federal precisam atuar em conjunto com as Secretarias de Educação para atacar os problemas relacionados à vulnerabilidade, à gravidez na adolescência e ao ingresso precoce no mercado de trabalho. E as Secretarias, em parceria com as escolas, devem trabalhar para reduzir o tamanho das turmas para atender todos de modo adequado, assegurar o transporte escolar, selecionar material didático específico e garantir a formação dos professores. Este ano, há mais de 18 mil vagas em cursos para quem leciona para EJA, diz Carmem Gatto, coordenadora da modalidade no MEC.

Ignorar a urgência dessas tarefas só vai fazer com que a situação piore e comprometa as poucas boas notícias da área, como a pequena taxa atual do analfabetismo entre 15 e 18 anos, cerca de 1,5%.


Estudantes da EJA explicam seus motivos
Geraldo
Trabalho "Comecei a trabalhar com 5 anos. Desisti de ir para a escola no 5º ano. Hoje trabalho com uma carroça, mas já sei dirigir carro e moto. Já fui pedreiro e vez ou outra faço uns bicos de ajudante. Vou terminar a escola para ter um emprego melhor."

Geraldo Ribeiro do Nascimento, 15 anos, aluno do 3º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.
João
Distância da escola "Resolvi estudar à noite, na EJA, porque à tarde levo e busco meus irmãos na escola, que fica a 4 quilômetros da nossa casa. A prioridade é que eles, que são menores, não faltem nunca. Quando não tem carona, ando 24 quilômetros por dia para levá-los, buscá-los e para eu mesmo ir e voltar da escola."

João Paulo das Neves Martins, 16 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Marabá, PA.
Jordan
Reprovação "Fui reprovado três vezes por indisciplina. Minha avó também foi aluna da EJA e me ajudou a mudar. Na sala, os alunos mais velhos são comportados, mas são legais. A história de vida deles serve de exemplo para quem é mais novo. Quero fazer um curso técnico de mecatrônica."

Jordan Germano Castelaci, 15 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª série), em Curitiba.
Poliana
Decisão do gestor "Por nota, só repeti a 2ª série. Nos outros quatro anos, fui reprovada porque sempre abandonava a escola. Era uma aluna problema, brigava muito e matava várias aulas. Por isso, me mandaram para a EJA. Hoje, continuo estudando porque quero melhorar minha vida."

Poliana Maria da Silva, 15 anos, aluna do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.
Mari
Evasão "Entrava na escola e logo saía. Achava que não aprendia nada. Só aos 15 anos comecei a levar os estudos a sério. Casei há dois anos e minha sogra me incentivou a voltar. Para tudo nessa vida, tem de estudar. Hoje, se estou com dificuldades, procuro o professor. Meu sonho é ser médica e vou correr atrás disso."

Mari Taís da Silva, 19 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.
Marcelo
Trabalho "Saí da escola para tentar ser jogador de futebol no time do Fortaleza. Passei na peneira, mas fui dispensado porque não estava estudando. Perdi a grande chance da minha vida porque deixei a escola. Voltei porque quero fazer administração."

Marcelo José da Silva, 16 anos, aluno do 3º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.
Cosme
Decisão do gestor "Sempre trabalhei como pintor e repeti uma única vez. Este ano, mudei de escola porque a diretora me mandou para a EJA. Na minha sala, somos apenas oito alunos jovens. O restante da turma é formado só por pessoas mais velhas. Sinto falta do colégio anterior, principalmente dos meus amigos."

Cosme Monteiro da Silva, 15 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Teresina, PI.
Taís
Reprovação "Faltava muito e por isso repeti o 2º ano, depois o 3º, o 4º e o 5º. Quando fui reprovada no 6º, decidi ir para a EJA. Estava me sentindo velha, meus colegas eram pequenos. Aqui sou a mais nova, mas me sinto à vontade. Tem gente de todas as idades."

Taís Daniele Cardoso, 16 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Sertãozinho, SP.
Jessislane
Trabalho "Durante o dia, trabalho em uma casa de família e à noite vou para a escola. Prefiro frequentar as turmas da EJA porque as aulas são mais tranquilas, não tem bagunça. A minha vontade é fazer faculdade de administração de empresas e quero estudar até quando for possível."

Jessislane Rodrigues Aquino, 15 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Marabá, PA.
Jackson
Distância da escola "Morava na zona rural, minha casa ficava muito longe da escola e não havia transporte. Durante seis anos, ajudei meu pai na roça. Este ano, ele passou a trabalhar em uma fábrica aqui e comecei a estudar. Como nunca havia frequentado a escola, recomendaram que eu fosse para a EJA."

Jackson Martins da Silva, 18 anos, aluno do 1º ciclo da EJA (1ª e 2ª séries), em Sertãozinho, SP.
Marciane
Gravidez precoce "Fiquei sem estudar por dois anos porque me casei, tive bebê e meu ex-marido era muito ciumento. Perdi muito tempo, mas voltei mais madura. Antes, só pensava em bagunçar. Aqui, na EJA, não tem isso. Só tenho uma amiga, mas acho até bom porque me concentro mais. Quero logo tirar o diploma e conseguir ser advogada."

Marciane Souza Dias, 18 anos, aluna do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Teresina, PI.
Wallace
Desmotivação "Fiquei três anos fora do colégio porque achava estudar chato demais. Cheguei a dizer para a minha mãe que ‘preferia morrer a voltar pra escola’. Ela tem 60 anos e me convenceu a voltar quando ela própria se matriculou. Hoje, estamos na mesma turma."

Wallace Jonatas Belo da Silva, 17 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Sertãozinho, SP.




Como eu preparo as pautas de formação dos professores

Fazer uma pauta detalhada ajuda a aproveitar melhor o tempo das reuniões de formação
Preparar uma pauta de ATPC não é nada fácil! Eu acho tão complicado comoquanto preparar uma aula – exige tempo, estudo e dedicação. Me esforço muito para deixá-las o mais completa possível, para que ela seja um roteiro mesmo do que será trabalhado com os professores. Dessa forma, chego para as reuniões sabendo exatamente o que nós vamos fazer – do início até o fim.
Para definir o conteúdo que será discutido, levanto os temas por meio dos instrumentos que utilizo para acompanhar as aprendizagens dos alunos (portfólios, simulados e observação de aulas) e assim, verifico o que precisa ser trabalhado com os professores. As orientações que recebo na Diretoria de Ensino também ajudam na minha formação e são essenciais na formação dos professores.
O passo a passo do preparo das reuniões
Antes da reunião:
1º. Planejo o que pretendo trabalhar na reunião em termos de conteúdos, temas ou assuntos; materiais que serão utilizados; a leitura a ser feita aos professores e a frase que gosto de colocar na pauta.
2º. Vou para o computador e digito a pauta que tem uma estrutura:
- Nome da escola.
- Cabeçalho.
- Objetivos da reunião que, aliás, escrevo de forma simples, clara e objetiva.
- Conteúdos que serão trabalhados.
- Atividades que na sequência vão desencadear as discussões, os estudos, isto é, um encaminhamento metodológico da reunião, do início até o fechamento da mesma.
- Uma frase finaliza a pauta.
3º. Providencio para todos os professores: cópia da pauta, xerox de textos, ou seja, os materiais necessários para a reunião.
4º. Imprimo a lista de presença, que é muito importante.
Para fazer tudo isso, demoro em média três a quatro horas e, de uma reunião para outra, já fico planejando mentalmente o que fazer na próxima. É uma loucura!
Disponibilizo aqui dois modelos de pauta que fiz para a escola onde trabalho: uma sobre revisão de texto e outra sobre como trabalhar notícias de jornais em aula.
Durante a reunião:
Inicio todas as reuniões com uma leitura de texto literário para os professores.
Na sequência, entrego a pauta da reunião e faço a leitura da mesma. Também entrego ao professor responsável pelo registro da reunião uma pauta que possui no verso um espaço para os registros. Eu arquivo esses registros e os encaderno ao final de cada semestre.
Então, damos início às atividades planejadas e encerramos com comentários do que foi discutido e com propostas para as próximas reuniões. Ao final de cada semestre, os professores avaliam as reuniões de ATPC, que me proporciona redirecionar as mesmas.
Não acho tão simples organizar uma reunião de formação, principalmente, porque também tenho que me preparar para os assuntos ou temas que serão tratados. Ou seja, tenho que, literalmente, estudar e pesquisar antes de apresentá-los.
Depois da reunião:
Organizo a pauta e materiais estudados num portfólio com as reuniões de ATPC.
E vocês como organizam as pautas de formação?

O PNE e os debates sobre financiamento educacional no Brasil



Ilustração: Vilmar Oliveira
Ilustração: Vilmar Oliveira
 
Encontro realizado nesta terça-feira, 10 de abril, entre membros da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) na Câmara dos Deputados e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, colocou novamente em debate o financiamento da Educação para os próximos anos.
Longe da pressão de entidades sociais que cobram mais recursos para a área, Mantega afirmou que o governo pretende manter no PNE um investimento direto de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em Educação a partir de 2013. A proposta é a mesma que constava no relatório do plano, muito criticado por movimentos socais ligados à área. Nele, estava colocado que o investimento total em Educação seria de 8% do PIB. Dentro desse montante entravam os 7,5% diretos já mencionados e gastos que fogem da alçada do setor público de ensino, como despesas relacionadas a bolsas de estudos e transferências ao setor privado. Contudo, a garantia do investimento direto já é um avanço.
Segundo a Agência Câmara, mais de 500 das cerca de 3 mil emendas propostas para o novo PNE no ano passado previam aumentar o financiamento para um valor equivalente a 10% do PIB. "Se o governo tivesse certeza de que 7,5% é o ideal para a área, iria à Câmara debater o assunto com a maioria que o está discutindo. Ocorreu justo o contrário, o Legislativo foi ao Executivo", explica Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Para mensurar a diferença entre as proposta, vale destacar que, considerando o PIB brasileiro de 2011 - estimado em 4,1 trilhões de reais pelo Ministério da Fazenda -, 5,7%  (percentagem aplicada atualmente) representam 234 bilhões de reais; 7,5%, 307 bilhões e 10%, 410 bilhões para a Educação.
A demora na definição de um valor que supra todas as demandas para a melhoria do ensino brasileiro até 2020 contribui para que os problemas no setor se mantenham. Atualmente, os 5,7% do PIB direcionados à Educação não são sinônimo de qualidade, e não ajudam a mudar quadros alarmantes: mais de 730 mil crianças e jovens entre 6 e 14 anos estão fora das escolas e cerca de 15 milhões de brasileiros são analfabetos.
O processo de universalização do ensino público nacional é recente e, portanto, estamos em fase de recuperação do sistema. Nesse sentido, a necessidade de maiores gastos para chegarmos à excelência é inevitável. Para José Marcelino Rezende Pinto, professor da Universidade de São Paulo (USP), campus Ribeirão Preto, sistematizador do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), o país tem de aproveitar o momento do chamado Bônus Populacional em que se encontra. O período é marcado por uma queda da população na faixa de escolarização - entre 6 a 14 anos -, baixo número de idosos e grande população economicamente ativa.
"Com a diminuição natural no número de crianças e jovens, a pressão para a construção de novas escolas diminui e deixa o orçamento da União mais folgado para investir, por exemplo, na ampliação da jornada escolar, passando pela Educação Integral de qualidade prevista no novo PNE", explica Rezende. Sob essa perspectiva, a formação e valorização docente também podem ter mais atenção. "Se queremos melhorar o salário para valorizar o professor e, assim, garantir a qualidade do ensino, será preciso gastar gradativamente mais em Educação", completa ele.
A experiência de outros países mostra que, para conseguir um salto na qualidade, é preciso mais investimento e prioridade. Na Coreia do Sul, por exemplo, para superar a desolação pós-Guerra (1950-1953), o governo dedicou 10% de seu PIB ao ensino, durante uma década.
Instigando a reflexão entre aqueles que dizem o contrário, no fim do ano passado, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que existem, sim, formas de aumentar substancialmente o financiamento da Educação nacional sem comprometer outros setores. Segundo o comunicado Financiamento da Educação: Necessidades e Possibilidades, as opções de ampliação do investimento podem ser de cinco tipos: tributários; rendas do pré-sal; folga fiscal; outras fontes não tributárias e de melhorias de gestão e controle social dos gastos públicos.
Entre as alternativas mais detalhadas, estão o aumento da vinculação de impostos para Educação; a possibilidade de financiamento pela ampliação das rendas do governo com o Pré-sal e criação do Fundo Social do Pré-Sal - em 2010, o governo chegou a cogittar o direcionamento 50% dos recursos do fundo para a Educação - e a criação de políticas de melhorias e recomposição do gasto público na área, visando a eficiência do investimento.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O desenvolvimento do país é possível sem Educação?

Euforia econômica, democracia estável e melhoria social. Estamos a cominho de virar uma potência? A resposta passa pela Educação

 ESPELHO MEU A década começa com muitas dúvidas sobre a cara que o país vai ter. Gráfico: Mariana Coan


Há não muito tempo - nos anos 1980, para ser mais preciso -, se o Brasil pudesse se olhar no espelho, enxergaria o reflexo de um país subdesenvolvido. Inflação galopante (inacreditáveis 1.782% em 1989), um sistema político frágil e índices sociais alarmantes (para ficar em um exemplo da Educação, uma em cada cinco crianças entre 7 e 14 anos estava fora da escola). Hoje, a imagem é outra. Preços sob controle (inflação de 5,9% no ano passado), democracia consolidada, crescimento recorde (previsão de alta de 7,5% no Produto Interno Bruto em 2010, maior valor desde 1986) e melhoria nos indicadores sociais (a taxa de atendimento dos 6 aos 14 anos subiu para 97,6%, em 2009).

Está na cara que o país avançou. Mas quanto? Já não é tão fácil definir que tipo de país somos. Será que a confiança se justifica e, finalmente, chegou a vez do "país do futuro"? Ou ainda estamos distantes de ingressar no seleto time das nações desenvolvidas?

Se avaliarmos o momento atual com um olhar histórico, não dá para negar que o cenário é positivo. No estudo A Pequena Grande Década: Crise, Cenários e a Nova Classe Média, da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, o economista Marcelo Cortes Neri mostra que, além do crescimento econômico, os índices recentes apontam a diminuição do fosso entre as classes sociais. Entre 2003 e 2008, a renda per capita dos 10% mais ricos aumentou 3,9% ao ano, enquanto a dos 10% mais pobres subiu, anualmente, 9,6%. Como resultado, 19 milhões de brasileiros saíram da pobreza. "Poderíamos chamar a primeira década do terceiro milênio como a da redução da desigualdade de renda, da mesma forma que a década de 1990 foi a da conquista da estabilidade, a de 1980, a da redemocratização, e a de 1970, a do crescimento", escreve Neri em Atlas do Bolso dos Brasileiros.

Mas o otimismo não é unanimidade. Em artigo para a revista Exame CEO, o economista Eduardo Giannetti classifica as elevadas taxas de crescimento de 2010 como um ponto "fora da curva". Segundo ele, o Brasil já vivenciou bons ventos no passado - a euforia desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitschek, entre 1956 e 1961 (crescimento do PIB de 8% ao ano), e o "milagre econômico", entre 1968 e 1973 (elevação anual do PIB de 10%) -, mas que não foram convertidos em uma prosperidade duradoura.

A preocupação expressa por Giannetti faz sentido. Para evitar que esse enredo volte a se repetir, nosso país tem de estar preparado para absorver os aumentos de demanda. Explicando melhor: quando um país cresce, ou seja, quando cada vez mais gente tem mais dinheiro para gastar, indústrias e empresas precisam produzir mais. Para fazer isso, os empreendedores necessitam, basicamente, de dois tipos de capital: o físico, relativo à infraestrutura (energia, máquinas e instalações adequadas), e o humano (braços e mentes para o trabalho). Quando a produção não acompanha o aumento da procura por determinado bem ou serviço, os problemas se multiplicam: déficit na balança comercial (situação em que as importações superam as exportações, pois não é possível encontrar o produto no Brasil), inflação (como aumenta a competição pela compra, os comerciantes podem cobrar mais) e os gargalos do crescimento (o que já ocorre na aviação civil - em aeroportos como o de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, as companhias requisitam, a cada hora, 12 pousos e decolagens a mais do que a capacidade máxima de operação).

Nesse ponto, Giannetti e Neri concordam que o caminho do desenvolvimento passa, inevitavelmente, pela Educação. Para suprir uma demanda cada vez maior e mais sofisticada, é fundamental qualificar a mão de obra. Se desejamos seguir a trajetória dos países de primeiro mundo, precisamos aumentar o número de pessoas com formação técnica e superior. Um desafio e tanto, já que menos de um terço da população brasileira possui graduação ou curso técnico, índice muito inferior à média de 44% da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta.

Enfrentar o desafio de melhorar a qualidade nesta década
NA EDUCAÇÃO, GARGALOS PARA CRESCER Ampliar o número de anos de estudo e melhorar a qualidade do ensino são providências essenciais para qualificar melhor a mão de obra. Gráfico: Mariana Coan
NA EDUCAÇÃO, GARGALOS PARA CRESCER Ampliar o número de anos de estudo e melhorar a qualidade do ensino são providências essenciais para qualificar melhor a mão de obra Fontes: Relatório De olho nas metas 2010 e Indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano
A lição de casa deve começar na Educação Básica. Não podemos mais fugir dos dois maiores obstáculos que se colocam para a evolução dessa etapa da instrução. O primeiro deles é ampliar o número de anos de estudo da população brasileira, ainda baixo (leia o quadro acima). Na década de 1990, alguns estudos chegaram a defender que, a cada ano a mais na escolaridade média de um país, o PIB medido seria entre 20 e 35% maior.

Pesquisas mais recentes, porém, têm encontrado resultados menos animadores, afirmando que a relação entre as duas variáveis não vale para todos os países (de fato, um ano de Educação no Brasil não equivale, infelizmente, a um ano de Educação na Finlândia). Isso direciona a atenção para o segundo obstáculo: melhorar a qualidade do ensino. Os últimos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) mostram que o desempenho dos alunos brasileiros não foi suficiente para nos tirar da rabeira nos rankings das disciplinas. E o relatório anual De Olho nas Metas, do movimento Todos pela Educação, indica que a grande maioria dos estudantes de 5º e 9º anos está muito abaixo do nível adequado para sua série.

Reconhecer que os problemas do desenvolvimento não desaparecem de um ano para o outro não significa abandonar a esperança. Ainda que a realidade limite o alcance dos sonhos, o desejo de mudança tem, sim, o poder de modificar o que há por vir. "No universo das relações humanas", diz Eduardo Giannetti, "o futuro responde à força e à ousadia do nosso querer". Concordamos que a Educação é essencial para entrar no primeiro mundo? Então, precisamos persistir no receituário das nações bem-sucedidas: valorizar o professor, aperfeiçoar o sistema de avaliação, focar a formação e investir em infraestrutura. Tudo começa com o desejo de chegar lá e continua com vigilância e fiscalização. No fim das contas, o país que veremos no espelho no fim desta década terá a cara que conseguirmos construir.

terça-feira, 17 de julho de 2012

 A importância do não pular fases


                                                     
Toda fase é muito importante para o desenvolvimento da criança e pular uma delas pode trazer consequências preocupantes no futuro. Há pais que acham que seu filho é mais esperto que o outro porque começou a andar sem passar pela fase do engatinhar.
Sabemos que cada criança tem o seu tempo e isso não deve ser motivo de preocupação, porém a criança tem que ser estimulada para que passe por todas as fases. Desde o seu nascimento é aconselhável que a mãe converse bastante com o bebê. O ato de conversar, de falar o nome dos objetos que está pegando é um estímulo ao desenvolvimento da linguagem. Pais que conversam bastante com seus filhos colaboram para que estes desenvolvam a linguagem com mais fluidez.
O mesmo deve acontecer quando o bebê estiver na fase do sentar, do engatinhar, do andar. Os pais devem estimulá-lo  a cumprir cada fase e não forçá-lo a pular a fase do engatinhar indo direto para o andar. Estudos realizados no Instituto de Educação da Universidade de Londres (Inglaterra) envolvendo 15 mil crianças durante os cinco primeiros anos de vida comprovaram que o atraso significativo do sentar-se ou do  engatinhar aos nove meses de idade originou dificuldades de aprendizagem aos cinco anos quando já estavam na escola.
Imagine então pular alguma destas fases.
É muito comum na Educação Infantil os pais pedirem para “avançar” o filho para a série seguinte porque ele é “esperto” e sabe “muitas coisas”. Porém é na Educação Infantil que habilidades vão ser estimuladas e desenvolvidas para que a criança passe por cada uma das fases, com bom desempenho. Somente ter desenvolvida algumas habilidades não quer dizer que a criança já está pronta para cursar o nível seguinte. A criança deve sempre ser analisada num todo e não em fatias ou pedaços.
O mais importante é que a criança nos primeiros anos de vida seja estimulada de forma prazerosa e que possa desenvolver suas competências e habilidades de forma natural.

Fonte: Educa Já

domingo, 15 de julho de 2012

Disciplina e a educação para a liberdade e responsabilidade


De acordo com Chagas (2001) devem coexistir na escola, a disciplina e a educação para a liberdade e responsabilidade. A liberdade não é o direito de fazer o que se quer, mas sim, fazer o que se deve.
A autora entende que a liberdade de um indivíduo não deve ser usada em prejuízo do bem estar da comunidade, pois ninguém tem o direito de ferir a liberdade do concidadão. O que deve existir é um ajustamento entre a personalidade do aluno e a organização educacional. A disciplina escolar não deve ser um conjunto de regras negativas: é preciso fazer isto”, ‘é proibido fazer aquilo’. Ao contrário, a disciplina deve ser funcionaL dinâmica e realizadora, isto é, derivar espontânea e funcionalmente da atividade escolar e do bom funcionamento da Instituição.
Rejeitados os métodos antigos e autoritários, surgiram o que a literatura especifica chama de educadores progressistas: evitam uma intervenção autoritária na vida dos educandos, procuram orientar, dialogar e apelar para um comportamento racional. Abrem mão de toda autoridade e pedem aos alunos compreensão e cooperação.
A falta de firmeza dos educadores, leva a criança a impor a sua vontade. E determina o que vai comer, o que vai vestir, que programa assistir na televisão, como deve ser mobiliado seu quarto.
Acostumados desde cedo a impor sua vontade, a criança e o adolescente não aceitam ser contrariados. A reação bem conhecida é espernear, gritar, chorar ou alegar doença. E acabam por praticar atos mais graves que preocupam a todos.




No dicionário, o termo disciplina pode ser definido como regime de ordem imposta ou livremente consentida. Ordem que convém ao funcionamento regular de urna organização (militar, escolar, penitenciária, etc.). Relações de subordinação do aluno ao mestre ou ao instrutor. Observância de preceitos ou normas. Submissão a um regulamento”. E, o termo disciplinar, o ato de ‘sujeitar ou submeter à disciplina: fazer obedecer ou ceder; acomodar, sujeitar; corrigir’. já o termo indisciplina refere-se ao “procedimento, ato ou dito contrário à disciplina; desobediência, desordem, rebelião’. Sendo assim, indisciplinado é aquele que “se insurge contra a disciplina N (FERREIRA, 1986, p. 595)
Há dois aspectos importantes no conceito de disciplina:
a) a disciplina interna, pessoal, no campo da consciência e da moral, relacionada com atitudes interiores;
b) a disciplina externa, de caráter social, que preside e constitui as atitudes e comportamentos externos, no meio de um grupo ou comunidade.
Para que este último não se desvirtue e conserve seu caráter de meio educativo, é necessário que se fundamente na disciplina interna, composta de decisões, propósitos, hábitos mentais e morais orientados reflexivamente para a ordem escolar, reconhecendo seu valor intrínseco.
Se deduz que a disciplina não consiste apenas numa acomodação exterior e formalística às diretrizes e normas de um regulamento escolar. A disciplina supõe uma adesão interior, isto é, numa certa orientação consciente da vontade com relação aos hábitos individuais e coletivas como válidos para atividade escolar. É bem possível que pela coação exterior e não tem fundamento na vida interior do homem, a disciplina torna-se inautêntica, precária e muitas vezes explosiva.
Chagas (2001, p. 11) define a disciplina escolar como sendo: “um conjunto de regras que devem ser obedecidas para o êxito do aprendizado escolar. Ela é uma qualidade de relacionamento humano entre o corpo docente e os alunos em uma sala de aula e, conseqüentemente, na escola.”
Pode-se definir assim, que disciplina, como sendo o acontecimento da aprendizagem em sua plenitude, dentro de uma dinâmica organizada e orientada pelo professor, cujo desenvolvimento não depende de um padrão pré estabelecido. Ao contrário da indisciplina, que é percebida como um estado gerado pela ociosidade dos e alunos e seu desencanto na escola.
O professor possui autoridade, e não deve usá-la de forma abusiva, mas por ela, apresentar suas idéias, conhecimentos e experiências, sem desrespeitar o conhecimento do grupo, sempre encorajando-os à participação, encarando-os como sujeitos conscientes e responsáveis pelo seu próprio processo de aprendizagem.
O educador deve procurar organizar o ensino a partir de desafios que solicitam a ação dos alunos e as trocas interindividuais com vista à reflexão, à discussão e à busca das soluções conjuntas. O professor favorece o desenvolvimento da iniciativa e da autonomia do educando na medida em que problematiza, orienta e questiona as situações problemas, estimulando-o para a participação do processo de decisão.
Ao mesmo tempo, ele favorece às vivências de atitudes de cooperação entre alunos promovendo o desenvolvimento do senso de justiça em substituição à norma de obediência. Promove, portanto, o fortalecimento da vivência de relações democráticas asseguradas pela participação responsável e comprometidas do grupo e pelo desenvolvimento do respeito mútuo entre os alunos e entre o educador e o grupo que coordena, como podemos constatar no diálogo de (FREIRE e SHOR), "o educador deve estabelecer uma relação dialógica com seu aluno e abrir espaços livres para que participe, pois é impossível ensinar participação sem participação".
Entende-se portanto, que para definir disciplina na escola, é necessário considerar uma série de questões sociais atuais e rever o comportamento de muitos profissionais da educação.
Escrito por *Denise* às 21h51
 
 
 http://marismartins.blog.uol.com.br/index.html

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Relatório para creche 

Referência Educando Com Carinho

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http://youtu.be/MrGy_hnv5x8
fonte espaço educar.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

              Síndrome de Down x Inclusão Escolar!

ImageChef.com
Abordar a Temática da Síndrome de Down,nos remete forçosamente á reflexões acerca da Inclusão escolar;bem como,de todas as dificuldades organizacionais que a permeiam.Quer seja na Escola Pública ou Particular,percebemos que muitos avanços precisam ainda ser obtidos.As Escolas apresentam algumas condições mínimas de Trabalho,alguns Professores preparam-se para atuarem em sala de aula,certos materiais são adquiridos para subsídio de algumas ações escolares,mas,o Problema continua existindo,ou melhor,as dificuldades continuam,haja vista,a Inclusão de alunos com Síndrome de Down requer além de investimentos materiais,muito Carinho,Conhecimento técnico e muita boa Vontade dos Profissionais que destinam-se à este Sacerdócio. Inserir uma Criança portadora de Síndrome de Down no Contexto Escolar,exige de todos os envolvidos muita Cooperação! Nesta grande empreitada,a que chamamos "Socialização"os elos precisam estar cada vez mais unidos e totalmente reforçados! Estes grandes Elos,servirão como alicerce fundamental para o sucesso das Ações,bem como;da efetividade de resultados significativos a serem obtidos por todos, ( Aluno,Escola,Família). Atualmente,  acreditamos que muito sabemos a respeito da Síndrome de Down ,de suas especificidades e das possibilidades de crescimento cognitivo de seus Portadores.Não sabemos nada!Nada mesmo! Só estamos enxergando apenas," A PONTA DO ICEBERG!" A MÍNIMA PONTA MESMO,ACREDITEM! As Escolas trabalham a Inclusão com algum conhecimento de causa,contudo,ainda serão necessárias sérias e contínuas intervenções reais em seus Conteúdos Programáticos,em suas Grades Curriculares,Regimentos,Projetos Político-Pedagógicos;em suma,a resignificação maior,ainda está por vir realmente. Fonoaudiólogos,Psicólogos,Fisioterapeutas, Psicopedagogos,além de outros profissionais deixarão de ser algo relativo,e passarão a ocupar um Espaço absoluto no Cenário da Inserção Escolar das Crianças com Necessidades Especiais,sejam elas,Ricas ou Pobres,Brancas ou Negras,pertencentes á Rede Pública ou Privada. Com a chegada deste grande dia,poderemos realmente afirmar que, a Inserção Escolar verdadeira está acontecendo no nosso País.                            
 Nós Coordenadores(as) Pedagógicos temos a grande responsabilidade de fazer com que as "Coisas realmente aconteçam nesse sentido!" Ou seja,precisamos reforçar as possibilidades de ensino para os Nossos Professores,estimularmos novas Metodologias;bem como,solicitar das Secretarias de Educação dos Nossas Cidades,Estados ou Municípios mais cursos de Formação continuada,afim de que,maiores Progressos consigam ser alcançados no Campo da Aprendizagem das Nossas Queridas Crianças Especiais!
 
 
referência Cantinho do Coordenador Pedagógico
 


Coordenadoras em ação | Nova Escola

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